Sindicato dos Servidores do Tribunal de Contas do Estado e dos Municípios da Bahia

TCU: PRESIDENTE DÁ AULA PAGA A ÓRGÃO QUE FISCALIZA

28 jan 2011

No final de 2008, ele ministrou a servidores da Eletronorte (Centrais Elétricas do Norte do Brasil), por R$ 21,5 mil, curso de dois dias intitulado “Licitações e Contratos sob a Ótica do TCU”. Zymler é ou foi relator de 41 processos que têm relação direta com a Eletronorte. São provenientes de denúncias de irregularidades, auditorias e acompanhamento. Meses depois da palestra, Zymler relatou um processo de monitoramente de obras da Eletronorte na usina de Tucuruí (PA). Ele concordou com a área técnica do tribunal e mandou reclassificar os indícios de “irregularidades graves com retenção de pagamento” para “irregularidades graves com recomendação de continuidade”.

No ano passado, Zymler recebeu R$ 59 mil por um curso de dois dias, segundo pesquisa realizada a pedido da Folha no Siafi (sistema de acompanhamento de gastos do governo) pelo site Contas Abertas. O pagamento foi feito pela UFABC (Fundação Universidade Federal do ABC), de Santo André (SP), vinculada ao Ministério da Educação. Zymler abriu uma empresa, a EMZ Cursos e Treinamento, que passou a ser contratada pelo Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), para uma série de sete palestras em várias capitais. Cada uma custou R$ 13 mil.

Por R$ 20.232,16, o Inpi (Instituto Nacional de Propriedade Industrial) contratou Zymler para um curso de oito horas de duração, realizado num único dia, no Rio. A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), vinculada ao Ministério da Agricultura, pagou R$ 14,6 mil por um curso de 16 horas proferido a 66 servidores. Na AGU (Advocacia-Geral da União), o evento custou R$ 9,6 mil, e foi acompanhado por “cerca de 500 servidores”, segundo o órgão, num total de oito horas. Aqui

Por Reinaldo Azevedo

http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/presidente-do-tcu-da-aula-paga-a-orgaos-que-fiscaliza/

 

 

Atividade incompatível
A Ordem dos Advogados do Brasil vai encaminhar uma representação ao Ministério Público Federal pedindo que a atuação do presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Benjamin Zymler, seja investigada. Segundo a Folha, Zymler ministra palestras em entidades e órgãos públicos submetidos à fiscalização do próprio TCU. Ele seguiu como relator de seis procedimentos e participou de ao menos cinco julgamentos de processos de interesse dos contratantes. Para o presidente do Conselho Federal da OAB, Ophir Cavalcante, a atividade do presidente do TCU é incompatível com seu cargo e vedada por lei.

http://www.conjur.com.br/2011-jan-29/noticias-justica-direito-jornais