Sindicato dos Servidores do Tribunal de Contas do Estado e dos Municípios da Bahia

TCM/BAHIA: AS PRIMEIRAS REVELAÇÕES

03 fev 2010

Janio Lopo/03/02/2010

Meu caro GB (iniciais do leitor que tem um material consistente sobre possíveis desmandos e falcatruas na Ebal, a “inatacável” administradora da Cesta do Povo), comprometo-me em não revelar-lhe o nome e agradeço antecipadamente as dicas sobre os motivos que levaram o governo atual a paralisar toda e qualquer investigação sobre o desvio de recursos da empresa que pode chegar a R$ 1 bilhão nos últimos anos. A questão, que deveria ser meramente policial, transformou-se em peça política de importância eleitoral imensurável. A sede pelo poder acaba falando mais alto do que o assalto aos cofres públicos.
 Auditoria da Secretaria Estadual da Fazenda aponta um rombo inicial na estatal de mais de R$ 600 milhões. Isso logo nos primeiros dias de janeiro do primeiro ano da gestão Wagner. Houve até CPI criada na Assembleia Legislativa para investigar até onde ia o buraco. Como se percebeu que o buraco era muito, muito mais embaixo, resolveu-se tapá-lo e esquecê-lo.
Não era conveniente mexer com gente graúda. O contribuinte, que mais uma vez saiu perdendo,  foi tratado como o bobo da corte. No português mais claro,  como um grande idiota e imbecil. GB, que por motivos óbvios não quer botar a cabeça a prêmio, sabe o que diz. Ele cita como figuras centrais no caso Ebal um conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios (não estou dizendo aqui que é Otto Alencar) e o ex-presidente da empresa Omar Brito, coincidentemente indicado por Alencar. Mais dois personagens, segundo a minha fonte, merecem ser citadas já que teriam se aproveitado da festa: o deputado Ângelo Coronel e Geraldo Brandão, ex-empresário do pugilista Popó  “no período das vacas magras” (as aspas são de GB), que me pede para não “esmorecer”  mesmo sabendo dos interesses em jogo.
De minha parte, vamos até o fim. GB conclui: “Por fim, quando da malfadada CPI da Ebal, fiquei sabendo de um acordão entre o Dr. Otto e o governo, na Assembleia representada pela direção da Casa, para que o conselheiro não tivesse seu nome envolvido no escândalo, do qual foi o principal protagonista, em troca da sua eterna gratidão (leia-se adesão) ao grupo governista.
 Sobrou para o Sr. Omar Brito (boi de piranha), que, soube eu de fonte segura, hoje sequer cumprimenta o Dr. Otto”. Vamos, adiante, entrar nos detalhes. Por ora, não sei por que me lembrei do personagem “chipado” de Zorra Total (Paulo Silvino) que, flagrado pela mulher horrorosa, mas milionária,  diz, com a cara mais cínica do mundo ao se referir ao chip colocado na parte “principal do corpo: eu gosto quando ele apita!”
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