Sindicato dos Servidores do Tribunal de Contas do Estado e dos Municípios da Bahia

TCE/RJ APURA SE FUNCIONÁRIA RECEBEU SALÁRIO AO TRABALHAR PARA CONSELHEIRO

22 out 2014
Edição do dia 21/10/2014
22/10/2014 00h54 – Atualizado em 22/10/2014 01h09
TCE-RJ apura se funcionária recebeu salário ao trabalhar para conselheiro
Alessandra Evangelista recebia R$ 9,5 mil como assistente de gabinete.
Em vez de trabalhar no tribunal, dava aula de ginástica para um conselheiro.
Pedro BassanRio de Janeiro, RJ
O TCE (Tribunal de Contas do Estado) do Rio de Janeiro investiga se uma funcionária recebia salário para trabalhar como professora de ginástica na casa de um conselheiro. Alessandra Pereira Evangelista recebia R$ 9.547 por mês como assistente de gabinete.
Ela tinha sido contratada há mais de quatro anos pelo conselheiro Júlio Lambertson Rabello. Na terça-feira (21), foi exonerada.
Segundo uma reportagem do jornal O Dia, em vez de cumprir expediente no tribunal, Alessandra dava aulas de ginástica para o conselheiro e para a mulher dele. Ela ficava duas horas por dia à disposição do casal.
O TCE vai abrir uma sindicância para apurar se Alessandra era funcionária fantasma. Ela pode ser obrigada a devolver tudo que recebeu até hoje. São 57 salários, mais de R$ 500 mil. Segundo o tribunal, a investigação da conduta do conselheiro cabe ao Ministério Público Federal.
“Ao fim dessa sindicância, se comprovado o fato, vai ser encaminhado ao Ministério Público Federal, que é o titular de uma ação penal, da ação de improbidade administrativa com relação ao conselheiro”, diz Lopes de Carvalho, presidente do TCE-RJ.
A professora não foi encontrada para comentar o caso e o conselheiro Júlio Rabello não quis dar entrevista. Durante a sessão de terça-feira (21) no tribunal, ele passou um bilhete para um outro conselheiro onde dizia: “A senhora Alessandra é minha contratada, trabalhava em ambos os lugares, minha casa e tribunal, o que se provará”.
Em uma das mensagens que trocou por telefone, Júlio Rabello disse: “Estou em sessão e já te ligo. Se sobreviver”.