Sindicato dos Servidores do Tribunal de Contas do Estado e dos Municípios da Bahia

SINDICONTAS E ASTECOM PROMOVEM PALESTRA NO TRIBUNAL DE CONTAS

04 abr 2014
Quinta, 03 Abril 2014
Assédio Moral é tema de palestra no Tribunal de Contas
Servidores do TCE e TCM assistiram, dia 3/04, à palestra Assédio Moral no Setor Público e Direitos Humanos, proferida pelo professor e doutor Renato da Costa Lino de Goes Barros na sala de treinamento do Ceice. A apresentação foi aberta pelo presidente do TCE, conselheiro Inaldo da Paixão Santos Araújo. Em sua explanação, Renato da Costa Lino apresentou o conceito de assédio moral e deu dicas de como as vítimas podem proteger-se nos ambientes de trabalho e recorrer a seus direitos.
Tecnicamente, o assédio moral é a exposição de trabalhadores e trabalhadoras a situações humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções. Tais situações são mais comuns em relações hierárquicas autoritárias, em que predominam condutas negativas, relações desumanas e aéticas de longa duração, de um ou mais chefes dirigida a um ou mais subordinados, desestabilizando a relação da vítima com o ambiente de trabalho e a organização, forçando-o a desistir do emprego.
O assédio moral causa danos à saúde física e mental, não somente do trabalhador que é excluído, mas de todos aqueles que testemunham esses atos. De acordo com a psicóloga Jussara Nélia Fidelis, assistente administrativa do Ceras, o evento trouxe assuntos de relevância para o público da Casa. “Achei importante a palestra sobre Assédio Moral no Setor Público para alertar sobre um problema que vem de uma cultura secular de subserviência, principalmente nas relações de trabalho. Minha observação principal é que dirigentes e chefes de setores do TCE e do TCM tenham mais interesse em participar e se inteirar dessas importantes questões nas relações hierárquicas”, ressaltou a servidora.
Um ato isolado de humilhação não é assédio moral. Este pressupõe:
Repetição sistemática
Intencionalidade (forçar o outro a abrir mão do emprego)
Direcionalidade (uma pessoa do grupo é escolhida como bode expiatório)
Temporalidade (durante a jornada, por dias e meses)
Degradação deliberada das condições de trabalho
O que a vítima deve fazer?
Registre tudo – anote com detalhes todas as humilhações sofridas (dia, mês, ano, hora, local ou setor, nome do agressor, colegas que testemunharam, conteúdo da conversa e o que mais achar necessário).
Dê visibilidade, procurando a ajuda dos colegas, principalmente daqueles que testemunharam o fato ou que já sofreram humilhações do agressor.
Evite conversar com o agressor sem testemunhas. Vá sempre com um colega de trabalho ou representante sindical.
Exija, por escrito, explicações do ato agressor e faça cópia da carta enviada ao D.P. ou RH e da eventual resposta do agressor. Se possível, mande sua carta registrada, por correio, guardando o recibo.
Procure seu sindicato e relate o acontecido para diretores e outras instâncias como médicos ou advogados do sindicato, assim como Ministério Público, Justiça do Trabalho, Comissão de Direitos Humanos e Conselho Regional de Medicina (ver Resolução do Conselho Federal de Medicina nº 1488/98 sobre Saúde do Trabalhador).
Recorra ao Centro de Referência em Saúde dos Trabalhadores e conte a humilhação sofrida ao médico, assistente social ou psicólogo.
Busque apoio junto a familiares, amigos e colegas, pois o afeto e a solidariedade são fundamentais para a recuperação da autoestima, dignidade, identidade e cidadania.
O evento foi promovido pelo Sindicato dos Servidores do Tribunal de Contas do Estado e dos Municípios da Bahia (SindiContas) e Associação dos Servidores do Tribunal de Contas dos Municípios do Estado da Bahia (Astecom).
(CLIQUE E VEJA)
Matéria produzida pela Ascom/TCE com informações do site http://www.assediomoral.org/