Sindicato dos Servidores do Tribunal de Contas do Estado e dos Municípios da Bahia

IMAGENS EM HOSPITAL SÃO ‘PROVAS IRREFUTÁVEIS’ DE CORRUPÇÃO, DIZ MINISTRO

19 mar 2012

 

Para Mercadante, reportagem também indica que prática não é isolada.
O ministro disse que centralizará as licitações em pregões eletrônicos.

Ana Carolina MorenoDo G1, em São Paulo

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O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, em SP
(Foto: Ana Carolina Moreno/G1)
O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, afirmou nesta segunda-feira (19) que a reportagem do Fantástico sobre empresas que tentaram combinar os resultados de licitações no hospital pediátrico da  Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), subordinado ao MEC oferece “provas irrefutáveis” de corrupção e exige “novas práticas da administração pública” (veja vídeo abaixo).

“Não são indícios, são provas irrefutáveis de empresas que praticam a corrupção, que estimulam a corrupção na administração pública. Fiquei muito feliz que a diretoria do hospital colaborou para que a matéria fosse feita, para identificar essas empresas, e nós vamos, junto com a CGU [Controladoria Geral da União], a Polícia Federal e o Ministério Público, tomar todas as medidas para que haja punição exemplar”, afirmou ele em um evento em São Paulo.

Segundo ele, os diálogos travados entre o repórter do Fantástico, que se passou por gestor de compras do local, com a autorização do diretor e do vice-diretor do hospital, e as empresas que lhe ofereceram, como propina, até 20% do valor total do contrato, indicam que a prática não estava isolada ao hospital da UFRJ.

 

Para Mercandante, a corrupção flagrada pela reportagem “exige uma investigação muito profunda e novas práticas da administração pública”.

Pregão eletrônico e centralizado

 

Entre as soluções para o problema da combinação de resultados de licitação citadas pelo ministro está a criação de uma empresa do governo para centralizar as licitações. “Tudo aquilo que é comum aos 26 hospitais [ligados às universidades federais] nós faremos de forma centralizada através do pregão eletrônico.”

Ele defendeu ainda a modalidade de pregão eletrônico como forma de aumentar a transparência e reduzir os gastos com licitações, além da melhoria do planejamento dos órgãos públicos, para evitar “ao máximo” as

http://g1.globo.com/politica/noticia/2012/03/imagens-em-hospital-sao-provas-irrefutaveis-de-corrupcao-diz-ministro.html